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Lamprologus ocellatus - Shell dweller | Barbatanas Blog

Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Cichlidae
Género: Lamprologus
Espécie: Lamprologus ocellatus


Biologia
O Lamprologus ocellatus é um pequeno Ciclídeo do Lago Tanganyika, situado no Continente Africano. É extremamente interessante, umas vez que utilizam as conchas de um caracol do género Neothauma para habitar, reproduzir e proteger-se e à sua prole.
Os machos desta espécie e os seus imponentes 6cm, defendem com avidez o seu pequeno reino formado por dezenas de conchas vazias e, como tal, são peixinhos bastante territoriais. Apenas é permitido a fêmeas aproximarem-se das conchas guardadas ferozmente, até contra animais (ou objectos!) muitas vezes maior do que os machos. As pequenas fêmeas (2.5 - 3 cm), apresentam um comportamente mais discreto, mas não é por isso que passam despercebidas no aquário. É frequente ver-mos as suas pequenas cabeças a espreitar pela abertura da sua concha, como que para se assegurarem que a costa está livre.

Se quiserem manter esta espécie, tenham em atenção que decoração não é uma constante no aquário! As conchas serão empurradas, enterradas, desenterradas, mexidas e remexidas TODOS os dias por estes ciclídeos de tons dourados. Tenham portanto atenção ao tipo de substrato que utilizam, não só porque são avidos escavadores, mas também porque estes gostam de enterrar-se se não existirem conchas disponíveis numa situação de stress.

Uma dica interessante para se distinguir machos de fêmeas é através da dorsal. Nos primeiros, o bordo desta é dourado, já nas fêmeas, têm uma cor branca.

Sendo Ciclídeos de um lago do Vale do Rift, a composição da água é ligeiramente diferente ao que estamos habituados com a generalidade dos peixes no mercado.
Com um pH entre 8 - 9, temperatura a rondar os 24ºC a 28ºC, KH entre 4 a 10 e GH entre 10 a 15, não deverão existir grandes problemas no que toca à manutenção desta espécie.

No aquário podemos mantê-los com outros peixes, desde que não habitem as mesmas zonas do aquário, leia-se: fiquem longe das conchas.

Alimentação
Fornecer alimentos com alto teor proteico será uma vantagem e a alimentação não deverá representar grandes obstáculos para o aquariófilo, uma vez que esta espécie aceita a grande generalidade dos alimentos secos, congelados e vivos.

Reprodução
Os Lamprologus ocellatus, são ovíparos, e como tal, irão depositar os seus ovos, nas já referidas conchas, não sendo exatamente de Neothauma o requisito, mas sim conchas grandes o suficiente para a reprodução, por exemplo de Escargot ou de decoração à venda em qualquer loja chinesa. É importante que exista mais que 1 concha por indivíduo. Num aquário de 50L, existe espaço suficiente para se manter um trio (1 macho e 2 fêmeas), mas com uma reprodução relativamente fácil, este rapidamente ficará lotado.

Cada postura tem, regra geral, um máximo de 30 ovos que eclodirão passadas 48 a 72h. Estes ovos são guardados apenas pela fêmea, que protege a entrada da concha com o seu corpo e os areja com as barbatanas peitorais. Após a eclosão, as larvas alimentam-se do seu saco vitelino, e passados cerca de 10 dias, nadam livremente. Nesta fase, já são grandes o suficiente para aceitarem microvermes ou náuplios de artémia. A cada dia que passam, os pequenos alevins aventuram-se cada vez mais longe da concha da sua progenitora até que esta os expulsa por completo do seu território.
Apesar de os pais não comerem as crias (geralmente), outros membros da colónia ou do aquário poderão fazê-lo e como tal, se quisermos maximizar a sobrevivência dos pequenos, deverão ser separadas para um aquário apropriado.

Como perceberam, estes não são o nosso típico peixinho e com um comportamento destes, facilmente cativa qualquer amante do hobby.

Fiquem bem e... Até à próxima!
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About João Figueiras

The author studied Marine Biologist and is a fishkeeper since the age of 12. The most exciting aspect of the hobby for him is to breed fish and develop certain strains of fish and invertebrates.
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