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Barbo Cereja - Puntius titteya | Barbatanas Blog

Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii

Ordem: Cypriniformes
Família: Cyprinidae
Género: Puntius
Espécie: Puntius titteya

Biologia
O barbo cereja é um pequeno ciprinídeo do Sri Lanka, que atinge cerca de 5cm. Ao contrário da grande maioria dos outros barbos, este pequeno e vermelho peixe, é bastante pacífico e subvalorizado.

Os machos apresentam uma cor vermelha que se destaca especialmente bem durante o ritual de acasalamento ou entre disputas hierárquicas com outros machos, por outro lado, as fêmeas são mais discretas, exibindo um corpo mais acastanhado, com um lista amarela desde a boca até ao pedúnculo caudal.

São peixes de cardume, e por essa razão, devem ser mantidos em grupos de pelo menos 6 indivíduos, numa proporção mínima de 2 fêmeas para cada macho.
As suas cores serão mais realçadas em aquários densamente plantados e com um substrato escuro.

Em relação à química da água, tal como muitas outras espécies fortemente reproduzidas industrialmente, não exigem grandes cuidados, suportando temperaturas entre os 20ºC e 28ºC e um pH entre 6.0 a 8.0.


Alimentação
São animais omnívoros, aceitando prontamente qualquer alimento. Pode ser dado um reforço com cyclops, artémia, larva de mosquito, microvermes ou qualquer outro alimento congelado/vivo pequeno o suficiente para a boca destes ciprinídeos.

Reprodução
Tal como referido acima, os barbos cereja apresentam dimorfismo sexual, podendo ser feita a identificação dos géneros desde muito cedo. 
Em concordância com outros exemplares da Família, os Puntios titteya são dispersores de ovos, e não será de admirar se de um momento para o outro surgir pequenos barbos no nosso aquário. No entanto, tal como qualquer outro peixe, se quisermos aumentar a taxa de eclosão e de sobrevivência das larvas, poderemos condicionar os animais num tanque apropriado à reproução.
Fêmea pronta para reprodução

Apesar de poderem ser reproduzidos num cardume, pessoalmente prefiro controlar os peixes que estão mais aptos a uma desova de sucesso. Para isso, selecciono a fêmea mais roliça e com cores mais garridas e o macho mais activo com o tom cereja intenso, característico desta espécie.

O aquário de reprodução deve conter apenas os equipamentos de suporte de vida, um fundo coberto de berlindes e uma mop de desova ou tufo de musgo de java.

A desova, geralmente ocorre pela manhã. O casal deverá então ser retirado uma vez que, dada a oportunidade, irão devorar os ovos e/ou larvas, larvas estas que eclodirão passadas 24 - 48h depois da desova e apresentarão natação livre após mais 2 dias, altura em que deverá ser fornecido infusoria - previamente preparada. Uma semana mais tarde, os pequenos alevins aceitarão microvermes e artémia recém-eclodida. 

E assim, meus caros Nadadores, um aquário de 50L é o suficiente para um cardume destes barbos que certamente não vos irão decepcionar!

Fiquem bem e... Até à próxima!
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About João Figueiras

The author studied Marine Biologist and is a fishkeeper since the age of 12. The most exciting aspect of the hobby for him is to breed fish and develop certain strains of fish and invertebrates.
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